NOITE DE NATAL por Alexandre Tenório - CLÁUDIO ANDRÉ O POETA

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sábado, 24 de dezembro de 2016

NOITE DE NATAL por Alexandre Tenório

Quando passo a noite pela Praça Dom Pedro II e vejo a solidão que ela se encontra nas festas natalinas me da uma triste danada. Vem a minha memória os grandes natais que esta praça já viveu.
           Lembro-me das fiches luminosas com seus 25 números representando os 25 bichos do jogo do bicho – estas roletas luminosas eram comandadas por João Colatino, Basto de Eulália, Gerson Tenório...
          Lembro-me que meu avô seu José Correntão reservava um dinheiro para gastar nestas fiches, ele começava ganhando e depois ia perdendo todo dinheiro e ao termino ficava feliz porque tinha se divertido, outro frequentador ativo era seu Otávio (pai de Lucia Moura), não era permitido menino, porém eu tinha certo prestígio e sempre que meu avô ia jogar eu estava com ele e sempre ele me dava uma ficha e eu fazia minha fezinha. Depois que fiquei adulto eu sempre fazia minha fezinha na ficher.
          Lembro-me dos diversos caipiras – onde a criançada fazia a festa - o mais famoso era de seu pretinho que tinha uma paciência maior do mundo com a meninada.
         Lembro-me das varias barracas de pescaria, onde tinha no meio da barraca uma caixa com pó de serra e dentro do pó de serra tinha placas em forma de peixe com um número, você pegava uma vara que tinha na ponta um gancho e com ele pescava a placa, a maioria não era premiada, somente algumas era premiada.
         Lembro-me das barracas de bingos, onde a cartela tinha 9 números e você batia se acertasse três numero seguido em fileiras, então dependendo da quantidade de pessoas jogando você ganhava um prémio que podia ser uma lata de óleo, uma garrafa de rum ou outro qualquer prémio.
         Lembro-me da barraca de TIRO-AO-ALVO de seu Abílio, ele usava espingardas de pressão com setas, e havia muitas disputas entre os melhores atiradores, entre eles Fernando Tenório, Geraldo Grade, Melquizedeque, Elizénio Borges, Funerá...
Lembro-me das barracas que ficavam do lado da CORPO E CABELO e iam até o FORUM, nelas nós encontrávamos uma bolsa enfeitada de papel coloridos e dentro dela tinha guloseima - também tinha um pão doce em forma de jacaré, estas barracas também vendiam comida e bebida, eu ainda sinto o cheiro de carne guisada, porém só quem frequentava era os adultos - que bebiam e comiam até amanhecer o dia, porém quando fiquei adulto amanheci muitas vezes nestas barracas, bebendo cerveja quente e comendo galinha de capoeira (naquela época não existia galeto) e boi guisado, uma delícia.
Ainda esta nos meus ouvidos a voz de Wilson Carteiro, dedicando aos jovens determinadas músicas, a alegria era total, porém quando dava meia noite e Padre Carício começava a missa do galo, as fiches paravam o parque parava e todos iam rezar, porém quando a missa terminava a alegria voltava a reinar na praça.
Ao lado direito da igreja ficavam os barcos, aonde nós íamos nos balançar - onde hoje é a PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO ficava o TRIVULIM de seu Mané Gonga, que não tinha motor e era empurrado na mão e também parado na mão, no meio do TRIVULIM ficava um trio de zabumba, triangulo e sanfona animando os clientes.
Lembro-me da grande quantidade de pessoas dos sítios e distritos que vinham para as festas. Naquela época não existia eletrificação rural, e quem quisesse passar um natal tomando cerveja e se divertindo era na cidade. Era obrigatório todos estarem de roupa nova, tanto fazia ser menino, menina, adolescente ou adulto, todo mundo usava um traje novo.
Podia ficar escrevendo por horas a fio, sobre este grande momento da nossa cidade, porém a emoção esta batendo no meu peito e meus olhos estão se enchendo d’água – quando vamos ter um gestor municipal que vai tentar resgatar este momento lindo do nosso povo?
FELIZ NATAL PARA TODOS OS LEITORES DA MINHA COLUNA E TAMBÉM PARA VOCÊ CLÁUDIO ANDRÉ, JOSENILDO BATISTA E EMANUEL LEONEL, que através dos seus BLOGS fazem os nossos escritos chegarem ao povo de nosso querido Bom Conselho.

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