NESSE SÁBADO, 28/07, COMPLETOU 80 ANOS DA MORTE DO REI DO CANGAÇO - LAMPIÃO - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

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sábado, 28 de julho de 2018

NESSE SÁBADO, 28/07, COMPLETOU 80 ANOS DA MORTE DO REI DO CANGAÇO - LAMPIÃO

Nesse sábado, 28/07, uma missa e apresentações musicais marcaram os 80 anos das mortes de Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros que tombaram no dia 28 de julho de 1938 na grota de Angico, no município sergipano de Canindé do São Francisco. 
 
Atraindo 20 mil visitantes por ano, o último esconderijo de Lampião pode ser acessado a partir de Piranhas, Alagoas, após viagem de 12 quilômetros de barco pelo Rio São Francisco. 


A caatinga fechada e a alta temperatura serviram de esconderijo
Depois são mais dois quilômetros a pé, caatinga acima, até chegar ao local precário de defesa em caso de ataque. Tanto que Corisco, que por pouco tempo assumiu a liderança do cangaço no Nordeste após a morte do amigo, chamava o esconderijo de “cova de defunto”. Mas, aos 40 anos, Virgulino Ferreira da Silva acreditava que a polícia não iria lhe importunar.
Nesse local foi onde armaram a última tenda de Lampião
A verdade por trás da morte de Lampião desaparece em uma neblina, a mesma que cobria o acampamento na grota de Angico na madrugada de 28 de julho de 1938. Enquanto cerca de 35 cangaceiros dormiam, sem nenhum sentinela, 48 soldados de volantes alagoanas se aproximavam. O comando da operação ficou por conta do tenente pernambucano João Bezerra, chefe de polícia em Piranhas. Ele dividiu os homens com o também tenente Aniceto Rodrigues e o aspirante Francisco Ferreira de Melo.
A Grota de Angico, onde houve o massacre, é um riacho que quando chove vira um rio.
Cada um dos três grupos tratou de fazer o cerco nos pontos de fuga do esconderijo. As volantes de João Bezerra e de Francisco Ferreira foram conduzidas, respectivamente, pelo coiteiro Pedro de Cândido e o irmão, Durval. Por não ter guia, a volante de Aniceto se perdeu e deixou uma saída para a fuga de parte dos cangaceiros.
Imagine o quanto Lampião desafiou o sertão
O ataque se deu no clarear do dia. O soldado Abdon desobedeceu à ordem de João Bezerra e deu o primeiro tiro no cangaceiro Amoroso, que mesmo baleado conseguiu escapar do massacre que se daria logo a seguir. A metralhadora Hotchkiss, colocada em uma elevação a menos de 15 metros do acampamento, fez a maior parte do serviço. Lampião foi atingido no tórax e baixo ventre, mal teve tempo de esboçar uma reação.
Quem vai conhecer a Grota de Angico houve um pouco da história de Lampião pelas guias de turismo
Ainda baleada, Maria Bonita teria lembrado a Luiz Pedro, que já fugia, a sua promessa de permanecer ao lado do chefe. Depois, teria implorado para não ser morta, mas acabaria, segundo relatos, sendo degolada ainda viva. Um pedaço de madeira foi enfiado na sua vagina.
Entre as volantes foi registrada apenas uma baixa, o soldado Adrião Pedro de Sousa, que pode ter sido vítima de “fogo amigo”. Seu nome não constava nas duas cruzes e nem na placa de metal colocadas depois no local de combate.
Ao todo, 11 cangaceiros morreram em Angico. O restante conseguiu escapar pela brecha deixada por José Aniceto, aproveitando-se da semelhança dos trajes para dizer que também era da polícia.
A casa de taipa que serve como museu, através de fotos e móveis da época, relata toda a história do cangaço até a morte de Virgulino Ferreira. Estive fazendo uma trilha na Rota do Cangaço no mês de fevereiro desse ano.
Para chegar a esse local, precisa ir até a cidade de Piranhas, de lá pega-se um catamarã e desce o rio por 40 minutos e daí chega ao restaurante de Angico. Vale muito apena o passeio.

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