PELO RIO SÃO FRANCISCO NAVEGARAM, DOM PEDRO II, AMÉRICO VESPÚCIO, CONDE DE VILA RICA, LAMPIÃO E TANTOS OUTROS - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

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terça-feira, 10 de julho de 2018

PELO RIO SÃO FRANCISCO NAVEGARAM, DOM PEDRO II, AMÉRICO VESPÚCIO, CONDE DE VILA RICA, LAMPIÃO E TANTOS OUTROS

O potencial turístico do rio São Francisco impressiona a todos. A Gruta do Talhado, dentro do rio, localizada entre os cânions do São Francisco, recebe visitantes de várias partes do País.
Os cânions do São Francisco, entre os municípios de Olho d'Água do Casado e Delmiro Gouveia, há uma mistura de vegetação de caatinga, espelho d'água por onde o rio passa e nas suas laterais, gigantescas rochas que variam de coloração.
Canoeiros, ribeirinhos, donos de restaurantes e catamarãs, vivem exclusivamente das belezas naturais que o Velho Chico oferece de graça. Todos os serviços oferecidos para os turistas, são terceirizados. O que se propõe inicialmente, é que o bioma caatinga que margeia boa parte do percusso do rio, seja preservado.

As formações rochosas dos cânions do rio São Francisco impressionam não tão somente pelos seus tamanhos, mas, pelos materiais que os derivam. Esse acima é todo feito de argila e com cor que mais parece a mistura de colorau.
Novelas, filmes, seriados, documentários, tudo, já foram realizados por canais de TVs locais ou do exterior. O rio da Integração Nacional é imenso em todos os aspectos. Quem estuda, pesquisa e vai o conhecer de perto, sente o tamanho da importância do rio para o planeta. 

O turismo feito de maneira sustentável, promove a geração de emprego e renda. As histórias do rio e do cangaço tem suas dualidades. Os cânions e todo o espaço ocupado por água que deságua no Oceano Atlântico, é inspiração para qualquer poeta, escritor e estudioso sobre o assunto.
Como escreveu Guimarães Rosa, sua história tem sido a história do sofrimento de um rio que há mais de quinhentos anos é fonte de vida e riqueza. Seu descobrimento é atribuído ao navegador Florentino Américo Vespúcio, que navegou em sua foz em 1501.
As condições pluviométricas, no baixo curso do São Francisco, diferem das constatadas no médio e alto cursos. No baixo vale os meses mais chuvosos são, geralmente, os de maio, junho e julho. 
O período de estiagem perdura de setembro a fevereiro, sendo outubro o mês menos chuvoso. No médio e alto vales as maiores precipitações vão de novembro a março. 
O período menos chuvoso inicia-se em abril, estendendo-se até outubro, sendo junho, julho e agosto os meses de menores precipitações.
A Gruta do Talhado recebeu esse nome por suas paredes que parecem ter sido talhadas à mão. Os paredões enormes com rochas areníticas têm diversas formas e um visual muito bonito. O local é próprio para banho e mergulho, além de ter um santuário para São Francisco.
O rio São Francisco banha cinco estados, recebendo água de 90 afluentes pela margem direita e 78 afluentes pela margem esquerda, num total de 168 afluentes, sendo 99 deles perenes. É um rio de grande importância econômica, social e cultural para os estados que atravessa.

Folcloricamente, o rio é citado em várias canções e há muitas lendas em torno das carrancas (entidades do mal) que até hoje persistem. Os trechos navegáveis estão no seu médio e baixo cursos.
Dentro do rio São Francisco há o encontro de três estados. Do lado direito, Sergipe, do lado esquerdo da imagem, Alagoas e pra cima, Bahia.

Foi por essa caatinga fechada, beirando o rio, que Lampião e seus cangaceiros perambularam por muito tempo com medo da Volante (policia da época). Por se falar em Lampião, no próximo dia 28/07, completará 80 anos da morte do Rei do Cangaço, Maria Bonita e outros nove cangaceiros na Grota de Angicos.
Por volta de 1800, a indústria da mineração começou a declinar, e muitas cidades e povoados diminuíram em tamanho e importância. A agricultura substituiu a mineração. Cidades nascidas da mineração, subsistem da agricultura. Os primeiros estudos sobre o aproveitamento do potencial socioeconômico foram realizados no século XIX.
Em 1852, o engenheiro francês Emmanuel Liais foi contratado pelo imperador Dom Pedro II para estudar o rio e as possibilidades de desenvolvimento de sua navegação. Em 1855, o alemão Henrique Halfeld, contratado pelo Império, desenvolveu estudos semelhantes. Os trabalhos de Halfeld e Liais são considerados os mais importantes do século XIX pela abrangência e pelo rigor técnico

Muitos ribeirinhos vivem às margens do Velho Chico, isolado do resto do mundo. Imagine como uma pessoa dessa é feliz. Ele, o rio, a natureza.
Tradicionalmente, a etnia Xacriabá ocupa boa parte da extensão do rio São Francisco. Seu nome indígena é Opará ou Pirapitinga e também é carinhosamente chamado Velho Chico.
No sertão do São Francisco a pessoa mais importante foi Manuel Nunes Viana, que se tornou dono da maior fortuna do São Francisco pois obteve procuração da filha do senhor da Casa da Ponte, Isabel Guedes de Brito, para administrar as terras de herança e cobrar o foro sobre a sesmaria. 

E de homem pobre Manuel Nunes se transformou em potentado em gado e terras, durante o ciclo do couro, no vale do São Francisco, ajudando ainda ao contrabando do ouro para o porto de Salvador e desafiando o conde de Assumar em Vila Rica (atual Ouro Preto).

Estudiosos contam diante das pesquisas geológicas que onde estão os cânions do Velho Chico, um dia foi mar, há milhares de ano, eis o motivo da profundidade do lado e altura das rochas graníticas. 
Boa parte dos cânions são feitos de argila. Em cima dessas rochas pouca vegetação e as que ainda existem é do bioma caatinga. Nesses locais não safra de grãos e muito menos vegetação para engordar o gado, aliás, nesse percusso não há criação de bovinos, caprinos e nem de ovinos.

Os franceses já frequentavam a costa, e com certeza por volta de 1526 estiveram no rio São Francisco, tanto que uma pequena baía, próxima à foz, recebeu o nome de Porto dos Franceses.  Havia basicamente na costa do Brasil dois grupos indígenas distintos: os Tupis e os Gês

Nas proximidades, ocorreu o famoso naufrágio de uma nau que levava D. Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo do Brasil. Escapando do naufrágio, em 1556, foi preso e devorado pelos índios caetés.
As tribos indígenas que ali viviam eram chamadas pelos tupis de tapuias, pois era assim que chamavam qualquer tribo que não tivesse a mesma língua. 

Entre 1535 e 1560, o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, fundou a cidade de Penedo, no atual estado de Alagoas. Foi o primeiro núcleo povoador das margens, fundada a quase 40 quilômetros da costa. A localização estratégica do povoado, à porta do sertão, mereceu também atenção dos holandeses, tanto que, mais tarde, em 1637, conseguiram nele erigir um forte.

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